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Vertente energia solar em telhado

Telhado residencial · interior de São Paulo · desde 2019

Antes da proposta, o laudo do seu telhado.

A gente sobe, mede a A água é um dos planos inclinados do telhado — cada face que escoa a chuva para um lado. Uma casa de duas águas tem duas, e quase sempre só uma delas recebe sol o dia inteiro. que recebe sol e escreve quantas placas cabem lá em cima.

Pedir o laudo do meu telhado

Casa de telhado de telha cerâmica com um gerador solar de dezesseis módulos na água voltada ao sol, e um bairro de encosta ao fundo.

Foto de referência no Pexels, sob a licença do site. Telha cerâmica e bairro de encosta; a casa não é brasileira, e está aqui pelo enquadramento do gerador na água.

Parte 0

O que sai escrito no laudo

Gerador solar de módulos azul-escuros instalado sobre telhado de telha cerâmica vermelha de uma casa, com chaminé à esquerda e a segunda água do telhado ao fundo.
potência
8,0 kWp

12 placas de 670 W

água ocupada
32

de 44 m² livres, a 4,0 m² por kWp

produção estimada
880 a 960 kWh/mês

conta nossa: 110 a 120 kWh por kWp

caimento e face
18° · norte

medido com inclinômetro no telhado

Exemplo de laudo de uma casa em Piracicaba, junho de 2026: 44 m² na água voltada ao norte, 32 m² ocupados pelo gerador e o resto de folga de borda. A produção é conta nossa, descrita no pé da página. Foto de referência de Sergio Martins, no Unsplash.

A Vertente em números

  • 1.284

    telhados ligados

    no interior de São Paulo, até 31 de julho de 2026

  • 9.870 MWh

    gerados e medidos

    soma dos inversores desses telhados desde março de 2019

  • 22

    cidades atendidas

    num raio de 120 km de Piracicaba

  • 19 dias

    do laudo à ligação

    média dos 40 últimos projetos, sem contar a fila da distribuidora

Não convertemos essa geração em carbono evitado. A conversão depende do fator de emissão médio da rede, que muda todo mês e é publicado pelo MCTI. Quem quiser fazer a conta usa o fator do mês e os MWh acima.

Parte 1

O telhado decide quase tudo

Duas casas na mesma rua, com a mesma conta de luz, aceitam geradores diferentes. O que muda é a água disponível, para onde ela aponta e o que passa por cima dela durante o dia. É por isso que a primeira visita é medição, e a proposta vem depois.

  • a face A água voltada ao norte recebe sol o dia inteiro. Leste e oeste funcionam com perda, e a perda de cada caso é conta de projeto, não regra de bolso.
  • o caimento A tabela do INPE que usamos vale para plano inclinado. Telhado quase plano acumula sujeira e pede limpeza mais vezes.
  • a sombra Poste, antena, caixa d'água, chaminé e a árvore do vizinho. Uma sombra parcial numa placa puxa para baixo a fileira ligada com ela, e isso só se mede em cima do telhado.
  • a telha Telha rachada ou madeira com cupim entra em obra antes do gerador. Depois de instalado, mexer no telhado custa desmontagem.
  • a área Com o módulo de ficha de 2026, cada kWp ocupa cerca de 4 m² de água. Um gerador de 8 kWp pede 32 m² livres, sem contar a folga das bordas.
  • o padrão de entrada Monofásico, bifásico ou trifásico define a fatura mínima que continua chegando todo mês: 30, 50 ou 100 kWh.
Vista de cima de um bairro de casas com telhado de telha cerâmica; em uma delas há um gerador solar de seis placas, na parte de cima da água voltada para a frente.
Foto de referência de Sergio Martins, no Unsplash.

Quanto sol chega, por dia, em plano inclinado

  • São Paulo, capital 4,66
  • Média do estado 5,09
  • Campinas 5,16
  • Ribeirão Preto 5,28

Em kWh por m² por dia, média do ano. Atlas Brasileiro de Energia Solar, 2ª edição, INPE e LABREN. A capital é o pior ponto útil do estado e mesmo assim recebe 4,66. O Global Solar Atlas, do Banco Mundial, diverge cerca de 3% para a capital: satélites e séries diferentes.

Parte 2

A conta que se reparte

Coloque quanto você paga de luz por mês. A barra se divide no que a geração tira da fatura, no É a parte da tarifa que paga o fio de baixa tensão que passa na sua rua. A Lei 14.300 manda cobrar uma fatia dele sobre a energia que o seu telhado compensa, e essa fatia cresce ano a ano até 2028. que continua sendo cobrado sobre a energia compensada e na O custo de disponibilidade: 30 kWh na ligação monofásica, 50 na bifásica e 100 na trifásica, cobrados pela tarifa cheia. Nenhum crédito de geração abate essa parte., que chega todo mês mesmo com o telhado cheio de placa. Nada é enviado para lugar nenhum, a conta roda aqui.

atalhos

gerador sugerido
3,2 kWp
placas de 670 W
5
água ocupada
13 m²
investimento estimado
R$ 10.100

O gerador que sai desta conta cobre o consumo que você digitou, não o telhado que você tem. Quanto cabe lá em cima é o que a visita mede.

Com R$ 299 a menos por mês, o telhado se paga entre 41 e 47 meses.

  • hoje
  • 1 ano
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5

A mesma barra virada em tempo: quantos meses de economia pagam o sistema. A marca é o retorno com a nossa estimativa central.

  • o que a geração tira da fatura R$ 299 325 kWh compensados
  • Fio B sobre a energia compensada R$ 92 60% em 2026, pela Lei 14.300
  • fatura mínima, que não sai nunca R$ 32 30 kWh do padrão monofásico
  • consumo que a geração não cobre R$ 0 gerador dimensionado para o seu consumo

As premissas desta conta, uma por uma

  • Tarifa de R$ 1,07 por kWh. A tarifa B1 da Enel São Paulo homologada para 2026 é de R$ 0,78938 sem tributos. O valor com ICMS e PIS/COFINS fica entre R$ 1,00 e R$ 1,15 dependendo do mês e da bandeira, e o R$ 1,07 é estimativa nossa.
  • Geração de 110 kWh por kWp por mês. Cálculo nosso, a partir de 1.435 kWh por kWp ao ano na capital medidos pelo Solargis, com 75% de desempenho global. A faixa que usamos para o retorno vai de 95 a 130.
  • Fio B de R$ 0,28 por kWh compensado, e isto é estimativa nossa. Em 2026 a lei cobra 60% da parcela de fio B da TUSD sobre a energia compensada. A única tarifa que citamos com fonte é a B1 cheia, de R$ 0,78938 sem tributos; o fio B é uma fatia dela e não abrimos aqui a tabela desagregada da distribuidora. Trabalhamos por cima: na sua fatura o desconto tende a ser maior do que esta conta mostra, não menor.
  • Fatura mínima de 30 kWh. Vale para ligação monofásica. Bifásica são 50 kWh e trifásica 100 kWh, cobrados pela tarifa cheia. Nenhum crédito de geração abate essa parte.
  • Preço por kWp da Greener. Estudo Estratégico de Geração Distribuída do primeiro semestre de 2025: R$ 2.840 por kWp em sistemas de 4 kWp, R$ 2.310 em 8 kWp e R$ 2.180 em 12 kWp. Interpolamos entre esses três pontos medidos. Abaixo de 4 kWp repetimos o preço de 4 kWp, que é o menor porte publicado — na prática o valor por kWp sobe em sistema pequeno, então nessa faixa a nossa conta é otimista. Para 2026 não existe medição publicada.
  • A iluminação pública continua na fatura e não entra na conta acima, porque o valor é definido por cada município.

Parte 3

O que se compra de verdade

Quem vende gerador solar fala em potência, garantia e economia. As três palavras têm letra miúda, e a letra miúda é o que separa uma proposta honesta de uma planilha bonita.

O que cada termo da proposta significa
potência em kWp Soma das plaquinhas das placas, em corrente contínua e em laboratório. O que sai para a casa passa pelo inversor, que tem eficiência própria de cerca de 96%.
garantia de produto 12 anos na ficha dos módulos de 2026. Cobre defeito de fabricação da placa, e não a instalação nem o inversor, que têm garantias separadas.
garantia de potência 30 anos, com cerca de 88% da potência original no ano 30 pela ficha do fabricante. É uma curva contratada, medida em teste.
degradação real O NREL mediu cerca de 2.000 taxas em campo e achou mediana de 0,5% ao ano no silício cristalino. Em 20 anos isso é cerca de 10% de perda de potência.
perdas do sistema Sujeira, sombreamento, diferença entre placas, cabo, conexão e disponibilidade somam 14% pela tabela do PVWatts do NREL. O inversor fica fora desses 14% e a temperatura é calculada à parte. Trabalhamos com 75% de desempenho global.
preço por kWp Cai conforme o sistema cresce: R$ 2.840 por kWp em 4 kWp e R$ 2.180 em 12 kWp, pela Greener em 2025. Sistema pequeno custa mais caro por kWp porque a mão de obra e o projeto não encolhem junto.
Casa de tijolo aparente com placas solares ocupando a metade de cima da água do telhado, vista da rua.
Foto de referência da Vivint Solar, no Unsplash. Telhado de telha asfáltica, fora do Brasil: está aqui pelo enquadramento do gerador na água, e não como exemplo de fixação — em telha cerâmica o suporte é outro.

Parte 4

A Lei 14.300, sem susto e sem enfeite

Até 2022 quem gerava em casa abatia a energia injetada pela tarifa cheia. A Lei 14.300, de 6 de janeiro de 2022, criou uma cobrança que cresce ano a ano sobre a energia que você compensa. O texto está no site do Planalto e o artigo é o 27.

  • 202315%
  • 202430%
  • 202545%
  • 202660%
  • 202775%
  • 202890%
  • 2029a definir

Percentual do Fio B cobrado sobre a energia compensada, pelo artigo 27 da lei. De 2029 vale o artigo 17: entram todas as componentes tarifárias não ligadas ao custo da energia e são abatidos os benefícios que a geração distribuída traz ao sistema, numa regra que o CNPE e a ANEEL ainda precisam publicar. Quem diz que em 2029 será 100% está chutando.

  • Quem pediu acesso até 7 de janeiro de 2023

    Mantém a compensação integral até 31 de dezembro de 2045. O artigo 26 dá o prazo em meses — doze, contados da publicação da lei —, e a data em si vem da resolução que a operacionaliza, a REN 1.059/2023 da ANEEL. O direito cai se o contrato encerrar, se houver irregularidade de medição, ou na parcela de aumento de potência protocolada depois do prazo.

  • A bandeira não pega na energia compensada

    O artigo 19 diz que a bandeira tarifária incide só sobre o consumo faturado. Sobre a energia que o seu telhado compensou, não. Quase nenhum site do setor conta isso.

  • O retorno ficou mais longo, e continua existindo

    A Greener calculou para um sistema de 4 kWp, com o Fio B em 45%, retorno de 2,6 anos no melhor caso, 3,2 na média e 4,4 no pior. Com os 60% de 2026 a nossa estimativa fica entre 3 e 5 anos, e o número da sua casa sai do laudo.

Antes de assinar

Cinco casos em que a gente recomenda não fazer

  • telhado com sombra em cima Árvore grande ao norte, prédio ao lado, caixa d'água no meio da água. Existe inversor com vários rastreadores e existe otimizador por placa, e os dois custam mais para entregar menos. Quando a sombra cobre parte do dia todo dia, a conta não fecha.
  • só sobrou a água sul A face sul recebe bem menos sol no ano. Dá para instalar, e o gerador precisa ser maior para a mesma produção, o que empurra o retorno para longe.
  • consumo concentrado à noite Casa vazia de dia gera, injeta e recebe crédito, e o crédito paga Fio B ao ser usado. Vale menos que consumir na hora da geração. Se a maior parte do seu consumo é depois das 18h, o retorno se alonga.
  • telhado que precisa de reforma Telha quebrada, calha furada, madeira com cupim. Reformar antes custa uma obra. Reformar depois custa a obra mais a desmontagem e a remontagem do gerador.
  • fatura perto da mínima Quem paga cerca de 50 reais por mês já está quase na fatura mínima, que nenhum crédito abate. Sobra pouco para o gerador tirar, e o investimento demora demais para voltar.

Para orçar

O que precisamos saber antes de subir no telhado

a cidade e o bairro
define a irradiação que entra na conta e o prazo da distribuidora.
três faturas de luz
de meses diferentes, para pegar o consumo médio e o padrão de ligação.
o tipo de telha
cerâmica, fibrocimento, metálica ou laje. Muda o suporte e o preço da fixação.
uma foto do telhado
de qualquer ângulo, mesmo torta. Serve para ver a face e o que faz sombra.
a idade do telhado
e se já houve vazamento. Reforma entra antes do gerador.
se há plano de crescer
carro elétrico, piscina aquecida, ar-condicionado novo. Deixamos espaço e inversor com folga.

Como funciona daqui em diante

  1. 1Você manda as faturas e a foto. A gente responde em um dia útil com uma faixa de preço.
  2. 2Visita de medição no telhado, cerca de duas horas em cima dele. O que a visita mede:
    • a água que recebe sol e o caimento dela, com inclinômetro
    • o que faz sombra ali durante o dia: poste, antena, caixa d'água, a árvore do vizinho
    • quantas placas cabem, e quantas a sua conta de luz de fato pede
    • o que continua chegando na fatura depois de instalado, linha por linha
  3. 3Laudo escrito, com a produção estimada, a faixa de retorno e o que precisa de reparo.
  4. 4Se fechar, projeto e pedido de acesso na distribuidora. A obra em si leva de dois a três dias.

A visita de medição é cobrada e o valor é abatido do projeto, se você fechar com a gente.

laudo@vertente.exemplo

Endereço de exemplo. Esta página é uma peça de demonstração e a Vertente não existe.

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